A fotografia a partir do olhar da semiótica

A fotografia a partir do olhar da semiótica

A fotografia a partir do olhar da semiótica 2560 1707 Julia Novoa

A semiótica tem suas origens nos trabalhos linguísticos de Ferdinand de Saussure, nos idos de 1916, sendo talvez seu maior precursor o filósofo norte-americano Charles Sanders Pierce. Nas décadas de 1960 e 1970 a semiótica começou a ter aplicações acadêmicas através das publicações de Roland Barthes, dentre as obras de Barthes algumas abordam a semiótica da fotografia, como os ensaios “Retórica da Imagem” e “A mensagem fotográfica” que são integrantes da obra intitulada no Brasil como “O óbvio e o obtuso: ensaios críticos III” e também o livro “A câmera clara”, este último com uma abordagem mais pessoal.

Para semiótica tudo pode ser analisado a partir do sistema de signos e a relação que se estabelece entre significantes e significados, que são os elementos que compõe o signo. O significante é a forma física, o suporte material, ou seja, uma imagem ou mesmo uma palavra, enquanto que o significado é o conceito, a ideia, a imagem mental que formamos do signo, em outras palavras, a abstração que se forma na nossa mente a cerca do referente.  Podemos tomar como exemplo a seguinte condição, um gato real é chamado de referente, aquilo que o signo representa; as letras G, A, T, O e uma foto de um gato ou mesmo um desenho são o significante, eles são o aparato material que nos permitem chegar ao significado, que nada mais é do que a imagem mental que nós construímos a partir do significante, que vai desde recordar uma determinada raça de gato, uma experiência traumática, um momento de felicidade que tenha sido vivenciada junto ao referencial, no caso o gato, ou mesmo interpretações não tão literais, como quando dizemos “fulano é um gato” ou “tão furtivo quanto um gato”.

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